O que é Ethereum ou Ether?

ethereum-creator-addresses-growing-global-interest1-1024x512-06-07-2017Antes que você possa entender o Ethereum, também conhecido como Ether, o texto ajudará a entender, primeiramente, a internet.

Hoje, nossos dados pessoais, senhas e informações financeiras são armazenados, em grande parte, nos computadores de outras pessoas – em nuvens e servidores pertencentes a empresas como Amazon, Facebook ou Google. Mesmo este artigo, traduzido do site do CoinDesk, é armazenado em um servidor controlado por uma empresa que cobra para manter esses dados se for solicitado.

Esta configuração tem uma série de conveniências, pois essas empresas implementam equipes de especialistas para ajudar a armazenar e proteger esses dados e remover os custos que acompanham a hospedagem e o tempo de atividade.

Mas com essa conveniência, há também vulnerabilidade. Como já vimos em noticiário, documentários e na própria internet, hackers ou governos podem obter acesso indesejado aos seus arquivos sem o seu conhecimento, influenciando ou atacando um serviço de terceiros – o que significa que eles podem roubar, derrubar ou trocar informações importantes.

Brian Behlendorf, criador do Apache Web Server, chegou a rotular este design centralizado, como o “pecado original” da internet. Alguns, como Behlendorf, argumentam que a Internet sempre deveria ser descentralizada fazendo-se surgir um movimento fragmentado que utiliza novas ferramentas, incluindo a tecnologia blockchain, para ajudar a alcançar esse objetivo.

Ethereum é uma das mais recentes tecnologias para se juntar a este movimento.

Enquanto o Bitcoin pretende concorrer com o PayPal e os serviços bancários on-line, o Ethereum tem como objetivo usar uma blockchain para substituir terceiros na Internet – aqueles que armazenam dados, transferem hipotecas e deixam no radar, os instrumentos financeiros mais complexos.

O “computador mundial”

Em suma, ethereum quer ser um “computador mundial” que descentralizaria – e alguns argumentariam, democratiza – o modelo cliente-servidor existente.

Com ethereum, servidores e nuvens são substituídos por milhares de chamados “nós” administrados por voluntários de todo o mundo (formando assim um “computador mundial”).

A visão é que o ethereum permitiria essa mesma funcionalidade para pessoas em qualquer lugar do mundo, o que lhes permitiria competir para oferecer serviços além desta infra-estrutura.

Percorrendo uma típica loja de aplicativos, por exemplo, você verá uma variedade de quadrados coloridos que representam tudo, desde aplicativos de bancos, vida fitness até os mais diversos aplicativos de mensagens. Esses aplicativos dependem da empresa (ou de outro serviço de terceiros) para armazenar as informações do seu cartão de crédito, histórico de compras e outros dados pessoais – em algum lugar, geralmente em servidores controlados por terceiros.

Sua escolha de aplicativos é, obviamente, também governada por terceiros, à medida que a Apple e o Google mantêm (ou, em alguns casos, censuram) os apps  específicos que você pode baixar.

Assuma o exemplo de um serviço de documentos on-line como o Evernote ou o Google Docs.

Ethereum, se tudo correr de acordo com o plano, retornaria o controle dos dados nesses tipos de serviços ao seu proprietário e os direitos criativos para o autor.

A idéia é que uma entidade não terá mais controle sobre suas anotações e que ninguém pode banir de repente o próprio aplicativo, levando temporariamente todos os seus cadernos offline. Somente o usuário pode fazer alterações, e não qualquer outra entidade.

Em teoria, combina o controle que as pessoas tiveram sobre suas informações no passado com a informação de fácil acesso que estamos acostumados na era digital. Cada vez que você salva as edições, adiciona ou apaga notas, cada nó na rede faz a mudança.

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Vale a pena notar que a ideia foi recebida com certo ceticismo.

Embora os aplicativos parecem ser possíveis, não está claro quais aplicativos do blockchain serão realmente úteis, seguros ou escaláveis, e se eles sempre serão tão fáceis de usar quanto os aplicativos que usamos hoje.

Texto e imagens extraídos do site http://www.coindesk.com – Tradução livre

Imagem extraída também de http://www.ETHNews.com

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